Dofanitinha de Oxalá

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

VODUNSI / VODUNCI / VODUNCE

É o um termo Fon que quer dizer “Filho de Vodun” , designando aquele que manifesta a energia do Vodun, ou seja, aquele que, no Candomblé de Jeje, vira no santo, aquele que passou pelos preceitos da religião, tornando-se apto a manifestar as forças do Orixá.
No sentindo mais estreito da palavra, o significado seria: esposa de vodun, uma vez que a terminação si , no dialeto Fon, tem o significado de  esposa ou  companheira.
Esta palavra é usada para designar as pessoas iniciadas no rito de Jeje há mais de um ano.
Na obrigação de sete anos o vodunsi recebe o hungegbe, que é um fio de contas considerado sagrado e que o acompanhará até depois da morte, passando, então, a ser um sacerdote ou sacerdotisa.
Os vodunsis da família de Dan são chamados de Megitó, enquanto que da família de Kaviungo, quando do sexo masculino, são chamados Doté, e do sexo feminino, Doné.

VODUNS

Os Voduns são ícones ou "Orixás" da Cultura Jêje. São diferentes dos Orixás tradicionais pois não pertencem somente à estrutura de criação do Planeta Terra. Estão acima dos Orixás, pois pensam, decidem e têm senso de distância, pena, ódio, amor, tempo. São Tridimensionais, Binários e Ternários, Holográficos, Lógicos, Aleatórios e infalíveis. Alguns têm a sua "origem" fora do mundo e, outros ainda, fora do próprio Sistema Solar – porquanto alguns, são legitimamente extraterrestres. Os Voduns, em sua grande maioria, foram seres humanos e ou, anjos, que participaram do "assentamento" do "macaco pensante"- (ser humano) no mundo. (Vide Bíblia - Gênesis 6.) – (Vide Titans na Mitologia Grega)
Exemplos de alguns Voduns originais: Profeta Elias, Profeta Enoch, Profeta Eliseu, Noah (Noé), Nimrod (Oduduwá) Moysés, Josué, Helena de Tróia, Judith, Maria Madalena, Hamurab, Golias, Alexandre, O Grande e tantos outros. A codificação dos Voduns foi feita por Jethro, Sacerdote da Tribo de Dan (uma das 12 Tribos de Israel), sogro de Moisés, que o acolheu quando este foi expulso do Egito. Jethro ensinou à Moisés como usar os poderes mágicos que Jeová lhe concedera no Monte Sinai. Portanto, Voduns representam a capacidade de Mutação, restauração e evolução eterna em ambos os sentidos. São espíritos importantes na "constituição" de uma nação ou tribo. Os Voduns, necessariamente são espíritos ou energias racionais que comandam o estrutural da vida de muitos seres humanos ou comunidades. Os Voduns detém todo o poder sobre os Orixás, alterando-os, modificando-os e dirigindo sua força quando necessário.
A magia dos Voduns é poderosa e altera sistemas governamentais e sociedades. Um exemplo disto, está na "Família Kennedy" cujo ancestral Joseph Kennedy não cumpriu com as promessas feitas ao sacerdote do seu próprio Vodun, gerando com isto toda a tragédia que vitimou seus descendentes. Erroneamente este ritual está classificado pelos dicionaristas menos competentes ou menos avisados, como "pratica de magia negra ". Não existe prática de magia branca ou negra – existe prática de magia positiva ou negativa. A única diferença entre a magia Vodu e as demais, é que, o Vodu funciona para o bem ou para o mal. É a eterna luta entre o Faraó Ramsés II e Moisés – qual a Cobra mais poderosa ? A cobra do Rio Nilo ou a Cobra do Jardim do Éden ?
Mas os Voduns conseguiram tanto com seus Arquétipos Positivos, quanto com seus Arquétipos Negativos, chegar aos nossos dias em nossas Américas: - Nova Orleans, Haiti e Maranhão (Brasil). Está aí no Boi de Matraca, Tambor de Crioula, Terecô, Tambor da Mina do Maranhão, Tambor Dagomé de Cachoeira na Bahia, Batuque Oyó do Rio Grande do Sul e tantos outros rituais da Cultura Jêje espalhados pelo Brasil, talvez o maior herdeiro da Cultura Vodun do mundo.
Dezenas de Voduns que são hoje conhecidos nos "candomblés" da Bahia, foram "importados" desta cultura habraico-sumeriana. Spakatá, Nanan Burukú, Aguê, Aziri, Abotô, Neossum, Ajagunan, Ajagun, Legbá, Bará, Tobôssi, Fá, Nikassé, Oduduwa, Zomadonu, Davissés, Ewá, Olókun, Oxunmarê e Dan, são apenas alguns nomes, de centenas de Voduns que hoje habitam o Brasil e interferem na política, na genética e no futuro do país. Fizeram presidentes, senadores, deputados e governadores. Alguns para o BEM, outros para o MAL. Cada um recebeu a sua oportunidade. Se a usou da forma certa e para o bem do POVO, está "colocado". Senão, virou um "Zumbi" escravo de outros tantos piores do que ele próprio. Assim é o JÊJE ou Vodú..Uma opção entre o certo e o errado, entre ser bom ou perverso. Entre ter o poder político ou financeiro e distribuir pelo POVO, ou usar isto tudo a MASSACRAR o POVO. Mas é preciso não se esquecer que o VODUN veio do Povo, para o Povo e pelo Povo, assim como Abrahão, Ismael, Isaque, Jacó, Moysés, Davi, Jesus e tantos Santos sacrificados
O dia no qual os sacerdotes (políticos ou não), assim como Jetrho, olharem para o Povo, os Voduns alcançarão seus filhos e mudarão todos os Sistemas de Governo. Caso contrário, não há necessidade de sacerdotes, pais-de-santo, babalorixás, pastores, bispos ou padres. Os Voduns farão sua ligação com o POVO, sem a necessidade de intermediários. E aí, "O Fogo do Céu" cairá sobre os Palácios do Governantes. Exatamente como aconteceu no passado. Vodun é Vida, é Preservação da Espécie, é Evolução!

Jeje

    CANDOMBLÉ DE JEJE, é o candomblé que cultua VODUNS do Reino de Dahomey, trazidos para o Brasil pelos africanos escravizados em várias regiões da África Ocidental e África Central. Essas divindades são da rica, complexa e levada Mitologia Fon.  Os Jejes no Brasil são formados por diversos grupos étnicos, como já citamos anteriormente (fon, ewe, fanti, ashanti, mina). Seu culto foi introduzido em Salvador, Cachoeira e São Félis, na Bahia, em São Luiz no Maranhão e, posteriormente, em vários outros Esrados do Brasil.
    Para cultuar os voduns  no candomblé Jeje, é preciso que haja um manancial de água e um local reservado exclusivamente para as plantas e árvores necessárias ao culto, chamadas de “kpamahim”, além de alguns animais usados no ritual.
    Voduns não usam roupas luxuosas preferindo as tradicionais roupas de ração. Suas danças são cadenciadas em um ritmo mais denso e mais pesado.
    Os Voduns estão sempre de olhos abertos e, salvo raríssimas exceções, conversam em seu dialeto próprio, aconselhando a quem os procura.
   A iniciação ao culto dos Voduns é longa e complexa, envolvendo caminhadas a santuários e mercados, além de períodos de reclusão dentro da casa de culto, o “hunkpame”, de até um ano, onde os neófitos s~çao submetidos a uma rotina de danças, preces, aprendizagem da língua sagrada, votos de segredo e obediência.

ORIGEM DA PALAVRA JEJE

JEJE vem do Yorubá "adjeje" que significa "estrangeiro".
Os Yorubás usavam esta palavra para designar qualquer pessoa que habitassem o leste (mahins), o sul (saluvá ou savalu), no oeste (abomei) e ao norte (axantis).
Desta forma nunca houve uma tribo ou um povo chamado Jeje.
O que é chamado hoje de "Nação Jeje" é o candomblé formado pelos povos "fons", viondos da região de Dahomé (hoje Nigéria), e pelos povos "mahins"
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